Luís Simões e Sidul apostam na digitalização do transporte
01 set, 2026

A Luís Simões e o seu cliente Sidul, a maior refinaria de açúcar de Portugal, consolidaram um modelo de e-CMR com o qual conseguiram digitalizar praticamente toda a documentação associada ao transporte de produtos entre as instalações de ambas as empresas.

A Luís Simões presta à Sidul serviços integrados de armazenagem e distribuição, incluindo operações de FTL (transporte de carga total) e LTL (transporte de carga fracionada) na Península Ibérica, bem como transporte de contentores. Este projeto de e-CMR, implementado desde o início de 2024, aplica-se especificamente à principal operação de transporte entre a fábrica da Sidul, localizada na Póvoa de Santa Iria, e os armazéns do operador logístico.

Digitalização e eficiência para transformar o transporte

A implementação do e-CMR faz parte da estratégia de digitalização de processos desenvolvida pela Luís Simões e tem como objetivo aumentar a eficiência operacional através da substituição progressiva da documentação em papel por sistemas eletrónicos.

Entre as melhorias alcançadas destacam-se a redução da utilização de papel, uma maior capacidade para obter dados de rastreabilidade e recuperar documentação, bem como uma maior agilidade nos processos administrativos associados à faturação, à gestão de incidências e à circulação de informação entre os diferentes intervenientes da cadeia logística.

Para além de otimizar as operações diárias, a digitalização das cartas de porte representa também um avanço significativo na transformação do setor, ao favorecer uma atividade mais conectada e preparada para responder às futuras exigências regulamentares europeias.

Um caso de sucesso selecionado pelo IMT

O sistema desenvolvido conjuntamente pela Luís Simões e pela Sidul foi selecionado para participar num projeto-piloto promovido pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), no âmbito da iniciativa europeia eFTI (Informação Eletrónica sobre o Transporte de Mercadorias), destinada a digitalizar a informação relativa ao transporte de mercadorias e a disponibilizá-la às autoridades de controlo.

Assim, durante o mês de julho foi realizado um teste com o objetivo de validar, em contexto real, o funcionamento do modelo eFTI durante uma operação logística. Para tal, contou-se com a participação do IMT, da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Luís Simões e das respetivas equipas técnicas.

Em concreto, o projeto-piloto consistiu no transporte de mercadorias desde as instalações da Sidul até à plataforma logística Azambuja 3 da Luís Simões e permitiu testar a utilização da informação eletrónica de transporte durante uma fiscalização rodoviária; avaliar o acesso e a verificação da documentação por parte das autoridades competentes; e analisar a sua adequação às necessidades da GNR e do IMT.

Os resultados obtidos vão servir de base para o desenvolvimento do futuro Portal Nacional eFTI em Portugal, e vão também contribuir para a implementação progressiva de um modelo baseado na troca eletrónica de informação. Esta proposta procura agilizar os processos administrativos, reduzir a carga documental e facilitar a circulação de mercadorias.

 

“A colaboração entre a Luís Simões e a Sidul no âmbito do e-CMR demonstra o compromisso de ambas as empresas com um modelo logístico mais sustentável, seguro e integrado. Ampliar esta experiência ao projeto eFTI representa mais um passo num percurso conjunto orientado para impulsionar a transformação digital do setor,” afirma Bruno Vilar, Diretor de Inovação e Projetos de Transporte da Luís Simões.