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O COL do Futuro
O Centro de Operações Logísticas do Futuro é o primeiro armazém “inteligente” da Luís Simões, tem capacidade para 56.000 paletes e movimentação in/out de 600 paletes por hora. No espaço tudo funciona de forma autónoma, 24 horas por dia, 7 dias por semana. O investimento de 30 milhões de euros permite o aumento de capacidade de armazenagem em 20.000m2.
Este investimento surge para dar resposta a clientes de grande dimensão, com elevado número de movimentações por palete completa. O local está preparado para produtos de grande consumo em temperatura ambiente, alimentares ou não. Os objectivos deste Centro são: oferecer as melhores soluções, e contribuir para o crescimento da actividade logística, para afirmar a Luís Simões como parceiro estratégico e de referência na Península Ibérica.
O funcionamento do Centro de Operações Logísticas do Futuro assenta em três sistemas de gestão integrados e hierarquizados. O Sistema de Gestão de Armazém dá instruções sobre os lugares de estanteria e prateleira que os produtos devem ocupar. O Gestor de Fluxos determina de que forma e através de que meios é que o produto chega ao respectivo lugar. Por fim, o Sistema de Reconhecimento por Fotocélulas faz a traçabilidade do produto dentro do armazém, desde o ponto de origem até ao destino.
Ao contrário do que é usual neste tipo de armazém, no Centro de Operações Logísticas do Futuro o equipamento automatizado circula suspenso e não sobre carris. Uma das vantagens desta alteração inovadora é a possibilidade de utilizar o solo para operações logísticas com pessoas, aliando a actividade convencional à automatizada.
A armazenagem é feita em 19 metros de altura, para reduzir o espaço de solo, aumentando a capacidade em altura.
Os mecanismos de gestão e recuperação de energia permitem maior eficiência energética, os robots de transporte não necessitam de iluminação para o desenvolvimento das actividade,e as placas solares que aquecem a água usada no armazém têm em vista o aproveitamento das condições atmosféricas naturais de Portugal.
O que é um armazém inteligente?
Quando nos referimos ao termo “armazém inteligente”, estamos a referir-nos a uma instalação onde, para algumas actividades, a solução automática instalada, suportada numa aplicação informática desenhada de acordo com as necessidades, pode trazer aumentos de produtividade e a possibilidade de executar automaticamente as actividades indiferenciadas.
Seguindo parametrizações e configurações que permitem gerir espaço, movimentos e timings operativos, recorrendo a um número elevado de algoritmos, permitem ao sistema seleccionar a melhor solução no momento de um número variado de possibilidades de executar uma ordem.
Por exemplo: podemos desenvolver uma operação de rearrumação do armazém durante um fim-de-semana ou durante um período de menor movimentação com o recurso a apenas dois colaboradores por turno. O contributo humano mantém-se, claramente, onde aporta mais valias, e é incluído nas funções de maior conhecimento, potenciando a produtividade.
Como é que funciona?
De forma resumida, podemos dizer que o funcionamento assenta em 3 sistemas de gestão devidamente hierarquizados.
1 - “Sistema de Gestão de Armazém” (SGA)
Primeiro sistema que tem como função principal gerir toda a informação ao nível dos produtos, tarefas e funções que podem ser realizadas no armazém - falamos, por exemplo, de gestão de um ficheiro mestre de artigos, ou de tabelas de configuração e parametrização, onde são definidas as regras de funcionamento de cada cliente/operação/artigo, etc. Basicamente, podemos dizer que é o sistema que diz que o produto A do Cliente X vai para o corredor 2 estanteria 128, para a prateleira 5.
2 - “Gestor de Fluxos”
Segundo sistema que vai seleccionar de que forma e através de que meios é que o produto chega ao respectivo lugar. Na prática, ao tomar conhecimento pelo SGA de que existe uma palete A colocada num determinado ponto de entrada ou saída, o Gestor de Fluxos determina quais os equipamentos a utilizar e que caminho segue até atingir o objectivo.
3 – “Sistema de Reconhecimento por Fotocélulas”
Este sistema vai dando informação ao Gestor de Fluxos do cumprimento da rota definida anteriormente, assim como da correcta utilização dos equipamentos por forma a que se execute uma rastreabilidade correcta desde o ponto de origem até ao destino.
Quais as grandes vantagens?
Para além das já mencionadas anteriormente, temos que levar em conta que neste projecto se procurou e implementou uma solução com objectivos mais ambiciosos e inovadores.
A solução implementada assenta num tipo de equipamento que foi desenvolvido, desenhado e construído por forma a permitir que o equipamento automatizado pudesse circular suspenso e não recorrendo a carris, conforme é normal neste tipo de instalações. Esta alteração ao conceito de “armazém automático” traz algumas vantagens, das quais podemos destacar as seguintes:
- possibilidade de utilização do nível de solo por debaixo dos equipamentos por pessoas, onde se podem desenvolver operações logísticas tal qual como se de um armazém convencional se tratasse, minimizando ainda assim a perda de aproveitamento do espaço de armazenagem, uma vez que os corredores de passagem e trabalho estão por debaixo da estanteria.
- possibilidade de aproveitar a quase totalidade do espaço de cais e de tapetes de transporte para armazenamento de paletes, o que se traduz num aproveitamento de 95% da área total do armazém para efeito de armazenamento de produtos.
Aliado a estes factos, a manutenção das velocidades e de produtividades dos equipamentos, como se de um armazém automático convencional se tratasse.
Em resumo, eleva o rigor e potencia a flexibilidade sem agravar custos.
Porquê o nome “Centro de Operações Logísticas do Futuro”?
Porque entendemos que, no futuro, as condições para se poder ser competitivo passam pela criação de novas e melhores soluções, sustentadas em novas tecnologias, equipamentos e recursos humanos mais especializados.
LS ao segundo
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